- A linha B2B da Structuralia, instituição do EDUCA EDTECH Group, apresentou em Madrid o Barómetro Educa PHAROS 2026, juntamente com representantes da Naturgy, da Endesa, da Redeia e da Structuralia.
- O encontro serviu para analisar como as necessidades de aprendizagem nas organizações estão a mudar e qual o papel que a formação deve desempenhar quando o desafio já não é aceder a mais conteúdos, mas sim escolher melhor, personalizar e avaliar o seu impacto real.
O Grupo EDUCA EDTECH alcança um novo marco no seu empenho em aproximar o conhecimento das necessidades reais das organizações. Educa PHAROS, linha B2B da Structuralia, apresentou em Madrid o Barómetro PHAROS da Educação 2026, um estudo que analisa a evolução da formação empresarial e que surge com o objetivo de proporcionar uma visão útil sobre as competências que as empresas procuram atualmente.
O relatório baseia-se na análise de 64 426 matrículas, 2 860 cursos em funcionamento, 48 áreas de conhecimento e 25 setores e subsetores produtivos registados entre junho de 2024 e junho de 2026. Para além dos números, o estudo põe em evidência uma realidade cada vez mais complexa para as organizações: a formação já não pode ser estruturada em torno de alguns conteúdos comuns para todo o quadro de pessoal.
A apresentação representa, além disso, um passo importante para a Educa PHAROS no seu posicionamento como solução tecnológica orientada para o desenvolvimento do talento empresarial.

A Naturgy, a Endesa e a Redeia partilham os novos desafios
A apresentação do Barómetro contou com uma mesa redonda moderada por Pablo Ybarra, Diretor de B2B do Grupo EDUCA EDTECH, na qual participaram José Luis Ausin, responsável pela Universidade Corporativa da Naturgy; Mar Valiente Pérez, responsável pela Formação na Redeia; Simón Acosta Nieto, Diretor de Desenvolvimento de Talentos da Endesa; e Raquel Robles Gil, da Structuralia.
Apesar de partirem de realidades empresariais diferentes, as intervenções coincidiram em vários pontos: a necessidade de flexibilizar a forma de aprender, personalizar o acesso ao conhecimento e aproximar a formação do momento exato em que cada profissional dela necessita.
José Luis Ausin identificou um dos desafios atuais: a “fadiga formativa”. A sua proposta consiste em simplificar e oferecer diferentes formas de acesso ao mesmo conhecimento, adaptadas ao contexto e ao ritmo de cada pessoa.
Mar Valiente insistiu que a personalização por colaborador já não é suficiente se a aprendizagem não ocorrer no momento certo:
"Não podemos continuar a apostar em cursos de 40 horas, nem em programas de longa duração, quando precisas desse conhecimento já".
Simón Acosta, por seu lado, salientou a necessidade de encontrar um equilíbrio entre autonomia e acompanhamento: permitir que os profissionais aprendam por si próprios, mas oferecendo, ao mesmo tempo, as orientações, ferramentas e critérios que estruturem essa aprendizagem.

De medir horas a medir o impacto real
Uma das conclusões mais claras da conversa prendeu-se com a forma de avaliar a formação.
"O impacto da formação já não se mede em horas, mas sim em termos de resultados empresariais”, resumiu Pablo Ybarra durante o encontro.
Esta afirmação está diretamente relacionada com uma das mudanças refletidas no Barómetro: as empresas já não procuram apenas cumprir um plano de formação, mas sim identificar de que competências necessitam, para que perfis e com que impacto na organização. O estudo mostra ainda como a formação técnica, as competências humanas, a digitalização, a cibersegurança e a conformidade regulamentar coexistem simultaneamente.
Com a apresentação do Barómetro 2026, O Grupo EDUCA EDTECH reforça assim o seu compromisso através da geração de conhecimento próprio, da colaboração com empresas de referência e do desenvolvimento de soluções capazes de articular a formação, a tecnologia e as necessidades reais das empresas.